quarta-feira, 11 de maio de 2011

imagem.PIGED.doc

Ambientes Virtuais e Mídias de Comunicação :: Tarefa da Semana 4
Aluno: João Batista de Alcantara
Polo:  Tarumã
Assunto: O aproveitamento das imagens na EAD
Ferramenta escolhida: compartilhamento de arquivos: fotos
Objetivos a serem atingidos
1.          1. Refletir sobre as potencialidades de algumas ferramentas da Web 2.0 que podem solucionar ou problematizar o processo ensino-aprendizagem na EAD.
2.         2. Identificar as vantagens e limitações das imagens dentro e fora de textos e contextos.
3.         3. Relacionar diferentes linguagens constantes nas imagens estáticas.
4.         4. Determinar a proficiência da palavra quando associada à imagem.

Link do trabalho

Seguindo a orientação do Curso, tentaremos levar para o nosso Blog pigeantes uma questão levantada na Aula 4a :
Como abordar o uso educacional da Web 2.0 de modo mais motivador para os alunos de maneira que o foco não recaia sobre a tecnologia, mas sim, nos temas trabalhados.

A palavra já morreu?
Nas páginas 5/6/da Aula 4a, temos “alguns exemplos da Web 2.0 e algumas sugestões de uso educacional”. 
O que pudemos notar foi que a palavra ganhou com a nova Web elementos reforçativos que poderão torná-la mais atraente na construção do saber com contornos didáticos. A palavra agora pode vestir roupa, ter uma forma, um desenho, um gráfico. A imagem entra na palavra como elemento decorador.  Quando  a sabedoria popular afirma que uma imagem fala mais que mil palavras, está coberta de razão: descrever uma imagem em sua totalidade é uma tarefa complexa, porque ela diz muito. Mas vai depender do ponto de vista do observador. Justamente por ela dizer muito é que se torna subjetivo o seu entendimento. A imagem só pode ser vista como elemento reforçativo da mensagem, quando é concebida previamente pelo engenho humano com um determinado propósito: levar uma mensagem que possa ser verbalizada, isto é, transformada em palavras.  Tomemos como exemplo a imagem abaixo:


A imagem é simples. Trata-se de uma foto montada a partir de uma carteira de cigarros em forma de urna mortuária. Aplausos para a criatividade de quem a concebeu. Esta imagem traz implícitas mensagens do tipo “O fumo mata”, “Pare de fumar” e similares.  É uma mensagem condensada previamente concebida: traz um projeto gráfico econômico com a figura deslocada para o lado direito, talvez para sugerir que este hábito deve ser posto de lado. São suposições. No uso das cores, o seu idealizador deu show, já que a tonalidade cinza faz um link com os restos mortais do cigarro, que por sua vez remete à idéia de cremação, portanto também a cinzas que indiretamente que liga à concepção religiosa de que “do pó viemos e ao pó voltaremos”. Creio que outras ilações podem ser feitas ou não. Vai depender do olhar de cada um.
Por outro lado temos uma foto artística do pôr do Sol no Rio, com vemos abaixo:

Esta fotografia diz muito mais que a fotomontagem anterior e ao mesmo tempo não diz nada. Se não houver a palavra direcionando para aquilo que o produtor da imagem deseja ou de quem dela se apropriar, a leitura desta imagem será um devaneio passível de inúmeras mensagens.   Trata-se de uma foto artística em que seu captador mostra casualmente o mágico instante crepuscular a que todos nos acostumamos.
Entretanto, se for bem direcionada, poderá render bons frutos.             
Suponhamos que seja um professor de Ciências que pretenda dar ênfase ao  conteúdo “Os quatro elementos da natureza” ou um professor de Artes  elucidando linhas  retas e curvas  expressivas ou mesmo um aluno que se proponha a dar um exemplo de Interface numa aula da EAD: todos terão um bom êxito. Nestes casos a imagem seria  lida com o foco definido, com objetividade através da palavra dos professores e do aluno. Para tal é necessário que estes saibam relacionar idéias, conteúdos e concentrá-los na força comunicativa da imagem. Ah, e muito importante: é necessário que os leitores dessas imagens ( alunos e professores) tenham capacidade de concentração para se debruçar sobre a imagem e fazer, a partir dela, conjecturações.  Isto vai de encontro à forma saltitante de leitura do nativo digital. Nada contra. Muitas vezes lemos assim. Mas pelo fato de sermos egressos do ensino presencial aprendemos com o Poeta Paulo Mendes Campos que “Quem vê o rápido perde o devagar”. Só para confirmar as palavras do poeta, fiz uma impressão da imagem do cigarro e levei para sala de aula, em forma de desafio de leitura. Haja vista que meus alunos são nativos digitais, de classe média alta, com seu Smartphones, GPS, etc. Pois bem: a primeira leitura “O fumo mata” foi consensual. Porém ninguém se arriscou a comentar sobre a mensagem das cores. Por quê? Porque entraram no texto com vontade de sair. Quando informados sobre a possibilidade de outras leituras, seus olhos brilharam. O que me leva a crer que não seja a imagem em si que fale mais alto, e sim o seu potencial, a forma pela qual foi projetada. Aí vejo uma contribuição inestimável da disciplina “Ambientes Virtuais e Mídias de Comunicação”.
Pensamos que as duas formas de se trabalhar imagens se prestam ao projeto pedagógico da EAD. Tanto imagens culturais, com mensagens definidas, quanto imagens extraídas de ambientes naturais, com objetivos didáticos linkados via criatividade, obedecendo sempre ao princípio da contextualização, da adequação, da relação pertinente, do bom senso e do bom gosto.

Não há dúvida de que “uma grande quantidade de dados pode ser condensada numa simples visualização”. Por conta desta possibilidade, concordamos com Nascimento et al. (2005) Aula 4b página 8 quando diz que o processo de visualização precisa ser explorado e testado.
Explorado e testado para que possamos avaliar o seu placar final. Neste jogo de novidades só pode haver um vencedor. Naturalmente que torcemos pelo  nosso aluno.
Este é apenas um olhar de eterno aprendiz. Escravos do saber que somos, receberíamos de  bom grado o som de outras vozes, outra contribuições.
Referências
AMBIENTES VIRTUAIS E MÍDIAS DE COMUNICAÇÃO. Aulas 4ª e 4b; http://WWW.lanteuff.org



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