Vamos nós quixotescamente enfrentando nossos moinhos, tentando domá-los, antes que venham reduzir nossas "ilusões a pó", como diz Cartola. Estou aqui de saída -gostaram?- para notificá-los que ainda não tive tempo para montar o meu perfil-imagina- nem para fechar as minhas ideias pigeantes. Mas como sou muito cricri com os outros, procuro sê-lo comigo também. Eu morro de raiva quando isto acontece. Ah, sim, é sobre a minha tarefa que quero falar.
Pois bem, quando cito o poeta Paulo Mendes Campos, cometo um equívoco trocando "depressa" por "rápido". Portanto leia-se então " Quem vê o depressa perde o devagar". Esses lapsos ocorrem quando estamos realizando tarefas "para ontem". "A pressa é inimiga da perfeição". Só que a modernidade não está em busca da perfeição e sim da precisão. Na verdade não estamos interessados em quem pintou a zebra, mas se sobrou alguma tinta, não é mesmo?
Na época em que cunhou esta frase o poeta trabalhava como cronista do jornal "Correio da Manhà", aqui no Rio. A novidade era "Leitura Dinâmica" e seus vários cursos que entraram em moda na altura. Claro que um homem sensível como são os poetas, afeitos aos detalhes, não se deixaria levar por modismos.
Ainda pretendo discutir este assunto aqui sem "perder o devagar".
Neste momento meu de saída mesmo estou sentindo na carne os versos da canção "Todo Sentimento" de Chico Buarque e Cristóvão Bastos, quando o letrista diz "Preciso conduzir/Um tempo de te amar/ Te amando devagar e urgentemente."
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